PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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A tempo e horas …

A tempo e horas …Porque andamos a correr, perdendo imensas oportunidades de viver uma vida com sentido?

Porque será que marido/mulher não melhoram o tempo de diálogo, na sua missão de casal e no fiel compromisso de se assistirem na saúde e na doença, na abastança ou na pobreza, todos os dias da sua vida?

Porque haverá tantos pais que olham mais para o seu telemóvel ou tablet, em vez de olharem os seus próprios filhos nos olhos, desprezando a sua missão de educar no amor? Deixam assim de criar momentos de intimidade e de partilha que poderiam gerar confiança.

Ainda estamos a tempo! 

Porque é preciso chegar a horas…

Continuar... A tempo e horas …

ComTributo à Igreja - Familiarmente de Maio 2018

ComTributo à Igreja - Familiarmente de Maio 2018

Continuação do Capítulo VI.

 

“Como justamente disseram os bispos de Itália, aqueles que se casam são, para as comunidades cristãs, «um recurso precioso, porque, esforçando-se sinceramente por crescer no amor e no dom recíproco, podem contribuir para renovar o próprio tecido de todo o corpo eclesial: a forma particular de amizade que vivem pode tornar-se contagiosa, fazendo crescer na amizade e na fraternidade a comunidade cristã de que fazem parte».” É muito importante que “…através das famílias missionárias, das próprias famílias dos noivos e de vários recursos pastorais – para oferecer uma preparação remota que faça amadurecer o amor deles com um acompanhamento rico de proximidade e testemunho.” O tempo de namoro, é muito importante, sendo que “Os noivos deveriam ser incentivados e ajudados a poderem expressar o que cada um espera de um eventual matrimónio, a sua maneira de entender o que é o amor e o compromisso, aquilo que se deseja do outro, o tipo de vida em comum que se quer projectar.” A base deve ser esta. Não tomar nenhuma decisão, apenas, com base no desejo. “Não há nada de mais volúvel, precário e imprevisível que o desejo.” “Infelizmente, muitos chegam às núpcias sem se conhecer. Limitaram-se a divertir-se juntos, a fazer experiências juntos, mas não enfrentaram o desafio de se manifestar a si mesmos e apreender quem é realmente o outro.” “ Tanto a pastoral pré-matrimonial como a matrimonial devem ser antes de mais nada, uma pastoral do vínculo, na qual se ofereçam elementos que ajudem quer a amadurecer o amor, quer a superar os momentos duros. (…) Ao mesmo tempo, na preparação dos noivos, deve ser possível indicar-lhes lugares e pessoas, consultórios ou famílias prontas a ajudar, aonde se poderão dirigir em busca de ajuda se surgirem dificuldades. Mas nunca se deve esquecer de lhes propor a Reconciliação sacramental, que permite colocar os pecados da vida passada e da própria relação sob influxo do perdão misericordioso de Deus e da sua força sanadora.”

 

A preparação da celebração

 

                O Papa dirige-se directamente ao noivos: “Queridos noivos, tende a coragem de ser diferentes, não vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da aparência. O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça. Vós sois capazes de optar por uma festa austera e simples, para colocar o amor acima de tudo. Os agentes pastorais e toda a comunidade podem ajudar para que esta prioridade se torne a norma e não a exceção.” O compromisso e a fidelidade ao mesmo, revela-se fundamental: “De facto, pensemos nos danos que produzem, na civilização da comunicação global, o aumento de promessas não mantidas […] A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício.». Francisco apela “… não seria bom chegarem ao matrimónio sem ter rezado juntos, um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos, perguntando juntos a Deus o que espera deles, e inclusive consagrando o seu amor diante de uma imagem de Maria. Quem os acompanha na preparação do matrimónio deveria orientá-los para que saibam viver estes momentos de oração, que lhes podem fazer muito bem.”

 

Bruno de Jesus

 

ComTributo à Igreja - Março 2018

ComTributo à Igreja - Março 2018

Sobre a Alegria do Amor,

Continuação do Capítulo V.

Num tempo, em que predomina o “eu”, o Papa Francisco, lembra-nos e que “Quem quebra os laços com a história terá dificuldade em tecer relações estáveis e reconhecer que não é o dono da realidade. “ … “A falta de memória histórica é um defeito grave da nossa sociedade. É a mentalidade imatura do «já está ultrapassado». Conhecer e ser capaz de tomar posição perante os acontecimentos passados é a única possibilidade de construir um futuro que tenha sentido. Não se pode educar sem memória: «Recordai os dias passados.» As histórias dos idosos fazem muito bem às crianças e aos jovens, porque os ligam à história vivida tanto pela família como pela vizinhança e o país.” Apela-nos que as “… famílias um lugar onde as crianças possam lançar possam lançar raízes no terreno de uma história colectiva.”

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ComTributo à Igreja - fevereiro de 2018

ComTributo à Igreja - fevereiro de 2018

Continuação do Capítulo V.

“As famílias cristãs não esqueçam que «a fé não nos tira do mundo, mas insere-se mais profundamente nele.(…)  A família não deve imaginar-se como um recinto fechado, procurando proteger-se da sociedade.” O Papa Francisco, cita um poema de Mário Benedetti, para indicar-nos que o casal deve ter consciência dos deveres sociais e isto não diminui o amor que os une:

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ComTributo à Igreja - janeiro de 2018

ComTributo à Igreja - janeiro de 2018Sobre o Capítulo V da Amoris Laetitia.

Amor de mãe e de pai

O Papa Francisco, reforça a ideia de que: “Toda a criança tem direito a receber o amor de uma mãe e de um pai, ambos necessários para o seu amadurecimento íntegro e harmonioso.” “Não se trata apenas do amor do pai e da mãe separadamente, mas também do amor entre eles, captado como fonte da própria existência, como ninho acolhedor e como fundamento da família.” “Além disso, é juntos que eles ensinam o valor da reciprocidade, do encontro entre seres diferentes, onde cada um contribui com a sua própria identidade e sabe também receber do outro.”

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ComTributo à Igreja - novembro de 2017

ComTributo à Igreja - novembro de 2017

Continuação do Capítulo IV da Amoris Laetitia

Matrimónio e virgindade: “São Paulo recomendava a virgindade, porque esperava para breve o regresso de Jesus Cristo e queria que todos se concentrassem apenas na evangelização: «O tempo é breve.» Contundo, deixa claro que era uma opinião pessoal e um desejo dele, não uma exigência de Cristo: «Não tenho nenhum preceito do Senhor.»” “Enquanto a virgindade é um sinal «escatológico» de Cristo ressuscitado, o matrimónio é um sinal «histórico» para nós caminharmos na Terra, um sinal de Cristo terreno que aceitou unir-Se a nós e Se deu ao derramamento do seu sangue.”

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ComTributo à Igreja: Amor apaixonado

ComTributo à Igreja: Amor apaixonadoContinuação do Capítulo IV.

Relembra-nos o Papa Francisco a Gaudium et spes : «Todos os místicos afirmaram que o amor sobrenatural e o amor celeste encontram os símbolos que procuram mais no amor matrimonial do que na amizade, no sentimento filial ou na dedicação a uma causa. E o motivo encontra-se precisamente na sua totalidade.»

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Os avós e o tesouro da fé

Os avós e o tesouro da féJá o apóstolo São Paulo nos recordava da importância das avós na transmissão da fé quando na segunda Epístola a Timóteo dizia “Pois trago à memória a tua fé sem fingimento, que se encontrava já na tua avó Loide e na tua mãe Eunice e que, estou seguro, se encontra também em ti.” (2Tm 1, 5). Assim o era há 2.000 anos e assim continua a ser hoje, em que frequentemente são os avós os primeiros catequistas das crianças, ensinando-lhes as suas primeiras orações, além da transmissão de tantos ensinamentos próprios da sabedoria adquirida com a idade. Os avós são a memória viva da família. Como tal, importa valorizar o seu papel na educação das nossas crianças e jovens, proporcionando espaços de encontro entre avós e netos (muitas vezes distantes devido às vicissitudes da vida quotidiana). Na mensagem que escreveu a respeito do dia dos avós, que celebrámos no passado dia 26 de Julho, a Comissão Episcopal do Laicado e Família alerta-nos para a importância dos avós no despertar da fé, o que aproveitamos para recordar:

Os avós e o tesouro da fé“[...] O Dia dos Avós tem como referência estes dois grandes crentes Joaquim e Ana, avós de Jesus. Eles inspiram os avós de hoje e levam-nos a agradecer-lhes o testemunho admirável de uma fé forte, consolidada numa vida de relação com Deus e alimentada pela prática fiel de uma vida cristã em comunidade.

Os Avós continuam a ser os «grandes catequistas» das novas gerações e os baluartes das famílias e das nossas comunidades cristãs. São testemunhas credíveis de fé cristã na família, na Igreja e na sociedade.

Os Avós crentes, como Joaquim e Ana, transmitem às novas gerações o sentido da fé e da vida, são portadores de uma sabedoria, e experiência que ensinam que uma vida sem valores, sem amor, sem fidelidade, sem doação não tem sentido.

Eles são uma «reserva sapiencial» não só da própria família, mas da Igreja e da sociedade que a Sagrada Escritura nos exorta a valorizar: “Não desprezes os ensinamentos dos anciãos” (Ecl 8,11).

Com maior disponibilidade para a oração, com uma capacidade particular para compreender as situações difíceis e com um forte sentido de solidariedade “os Avôs e as Avós formam um «coro» permanente de um grande santuário espiritual, onde a oração de súplica e o canto de louvor sustentam a comunidade que trabalha e luta no campo da vida” (Papa Francisco).

Agradecemos ao Senhor o dom dos Avós e pedimos para eles, por intercessão de São Joaquim e de Santa Ana, o dom da alegria espiritual e a fortaleza para enfrentarem as dificuldades próprias da sua situação e, porventura, a falta de amor, de atenção e de solicitude que merecem, que lhes são devidas por parte de todos nós - família, Igreja e sociedade. A eles a nossa gratidão, votos de um feliz dia e um grande abraço no Senhor.”